sábado, 24 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // 30 anos de Dom Francisco


Na época da inauguração da primeira casa Dom Francisco, na 402 sul, em 22 de julho de 1988, o vinho não era comum à mesa, pois era caro. Francisco Ansiliero teve a preocupação de ir atrás de bons rótulos a preços que incentivassem o cliente a acompanhar a comida com a bebida. Hoje, a adega do Dom Francisco da Asbac é considerada uma das mais completas da capital.

- 18 mil garrafas
- 1300 rótulos de 25 países   

Na realidade, a casa possui três adegas. Uma específica para rótulos de vinho tinto do novo mundo. Outra para tintos do velho mundo - França, Portugal, Espanha e Itália. E outra exclusiva para brancos e espumantes. Além disso, há dois rótulos com a grife Dom Francisco, da região de Piemonte. Um é o Beni di Batasiolo Barolo DOCG 2009, da uva Nebbiolo, que custa R$237, e o outro é o Barbera D’Alba Sovrana DOC 2010, que sai a R$166.

Dom Francisco Asbac
SCES Trecho 2 Conjunto 31
Telefone: (61) 3224-8429

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // Acelera, Petrarca

Um veterano de 29 anos. O chef Marcelo Petrarca abriu sua terceira casa na capital. O Lago Restaurante fica na QI 5, tem decoração sóbria e um cardápio bastante diversificado. São cardápios distintos para a hora do almoço e jantar.

Há ainda um bar de drinks divididos entre clássicos e outros com a assinatura da casa. A aposta na coquetalaria de qualidade é um ponto fora da curva dentro do universo da gastronomia brasiliense. Poucos restaurantes servem drinks de qualidade em Brasília. A carta de vinhos possui cerca de 200 rótulos – a maioria com preços entre R$ 100 e R$ 150. No cardápio, comida contemporânea com influência francesa e italiana.


Pratos como filé com foie gras e batata rosti (R$ 89,00); stinco de cordeiro glaceado com risoto de açafrão (R$ 88,00) e canelle de cebola caramelada (R$ 69) são ótimas opções.

Destaque para as entradinhas que investem em vegetais para dar uma variada nas sempre tradicionais opções. Outra combinação ousada é o bacalhau em natas, porém feito com lâminas de pêra em sua base com um creme de gorgonzola e lâminas de amêndoas. Tinha tudo para ficar enjoativo, salgado e dar errado. Porém, o resultado surpreende pela sua delicadeza no paladar. Bela harmonia.

Entre as sobremesas, a cheesecake da casa (R$ 28), o brioche brûlée (R$ 27) e profiteroles de matchá (chá verde - R$ 29), mostrando que o chef está antenado com a tendência e aumento de consumo de chás pelos brasileiros.

Há rumores também de que o chef pensa em abrir uma casa em São Paulo e, futuramente, em Miami. Acelera, Petrarca! 
Lago Restaurante
SHIS QI 5, conjunto 9, bloco D, lojas 1 a 3
Telefone: (61) 3553-9077

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Semanas quentinhas e de muito chá em Brasília!


Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Para tudo e vem comigo! A coluna de hoje é pra você, que sempre reclama que em Brasília não temos cursos de chá. Separei uma avalanche de momentos especiais que acontecerão na cidade nas próximas semanas.

A partir de sexta-feira, dia 23/02, começa a segunda edição do evento “Rota da Cafeína”, promovido pelo Ernesto Cafés Especiais (um dos meus amores na cidade!). Com a temática de chá e café, reunirá gente muito especial, como a chef Ana Spengler (olha ela aqui: http://bloggastronomix.blogspot.com.br/2017/09/chazeira-o-cha-na-cozinha.html) e Vinícius Monfernatti (já falei dele aqui: http://bloggastronomix.blogspot.com.br/2017/10/chazeira-cerimonia-do-cha-japonesa.html), ambos de Curitiba/PR, em oficinas temáticas de chás japoneses, experiências culinárias cerimônias do chá (oportunidade única e muito especial!). O evento também contará com Fábio Pedroza, da Vai Té Chá, daqui de Brasília, que conduzirá uma palestra de introdução ao mundo dos chás.  Vai ser lindo demais e, se eu fosse você, não perderia por nada! 
Ana Spengler e Vinícius Monfernatti. Chazinho de amor!

As inscrições podem ser feitas eletronicamente pelo Sympla, no endereço https://www.sympla.com.br/ernestocafesespeciais, e pelo e-mail quero@ernestocafesespeciais.com.br. A programação em detalhes está logo abaixo, para que você se organize direitinho e não perca qualquer flash desses dias únicos que vêm pela frente!
Nos dias 06 e 07/03, quem ministra duas oficinas sobre chás, intituladas de “Os Sentidos do Chá” e promovidas pela Carota Comida Sem Veneno, é a querida Nathalia Leter, especialista em chás de São Paulo/SP. No primeiro encontro, além de conceitos teóricos, haverá uma degustação às escuras, para uma abordagem sensorial diferenciada. No segundo, haverá a degustação de 16 (dezesseis) tipos de chás (amo!), bem como será feita uma correlação com as culturas mundiais que se ocupam da bebida.

Cada encontro tem duração de três horas e o valor para inscrição em cada um é de R$ 210,00 (inscrições realizadas em fevereiro) e R$230,00 (inscrições realizadas em março). Mais informações pelo e-mail contato@carota.com.br ou pelo WhatsApp 61-992739002. Imperdíveis, tanto que vou aos dois! A Nathalia é a generosidade em pessoa! 
Nathalia Leter (foto: www.saladecha.com)

A agenda estará bem preenchida nesses próximos quinze dias... Mas tem coisa melhor do que falar de chá, conhecendo gente especial, com novos pontos de vista? Já disse que trocando ideias, a gente ensina e aprende. E faz um montão de amizades, né?

Ah, me acompanhe também pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo? Quem sabe a gente também não se encontra em algum desses cursos?

Beijos e bons chazinhos!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // El Paso em pequenas porções

O chef peruano David Lechtig – que comanda a rede El Paso - entrou 2018 com novidades no cardápio fixo. Há 22 anos no mercado brasiliense, a rede com três unidades ouviu os pedidos dos clientes, que demandavam versões menores de algumas receitas. Por isso, agora é possível pedir os famosos Chilis, Quesadillas, Burritos e tacos em apresentações mini, a partir de R$ 32.


As atualizações chegaram também à seção de combinados. Clássico da casa, o combo que leva o nome da marca agora tem escolta do del Mar (Guacamole de camarões, Ceviche mexicano e coquetel de frutos do mar com molho agridoce picante), do de Tacos (três tipos) e do Tex-Mex (Chimichangas, Burrito e Quesadillas acompanhados de Chili). 
Na parte de sobremesas, as boas novas ficam por conta da Copa de Alfajores, receita que desconstrói o tradicional biscoito peruano recheado com doce de leite e o apresenta em taça de Martini, com finalização de bola de sorvete (R$ 23).

El Paso Texas  - 404 Sul, C, lj 23
Tel. (61) 3323-4618

El Paso Texas - Terraço Shopping
Tel. (61) 3233-5197

 El Paso Texas – 110 Norte,  B, lj 18
Tel. (61) 3349-6820

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

GRÃO DO DIA // 8 dicas para se preparar um bom café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Tudo Pronto para as Regras Básicas? Preparamos algumas abaixo. Confira:

1. Prepare somente a quantidade de bebida que será consumida (imediatamente).

2. Se seu método for com coador de pano, certifique-se que o mesmo esteja lavado e limpo. Utilizando para isso a água apenas, sem o uso de sabão ou detergentes.

3. A água utilizada para o preparo de seu café deve ser preferencialmente filtrada ou água mineral.

4. O tempo de contato entre água e café deve ser entre 4 a 6 minutos, dependendo do método preferencial utilizado. Evite passar desse tempo, ou do ponto de ebulição da água, pois a água irá evaporar e a quantidade prevista para o preparo será menor.

5. Não adivinhe a medida, meça corretamente. Sugestão: utilize 100 gramas de café em pó (a moagem dependerá do método que você utilizará, podendo ser fino, médio ou grosso). Essa medida dá aproximadamente 6 colheres de sopa para 1 litro de água. Eu, por exemplo, prefiro o meu com 3 colheres para 1 xícara (240ml) de água. Gosto dele mais forte! ;)

Obs.: Porém, vai de acordo com o paladar, se a bebida estiver mais suave, aumente a quantidade de pó de café. Se ela ficar mais amarga, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade de pó. 
6. A temperatura da água deve estar entre 90ºC e 100ºC (sem ferver, hein! Não deixar borbulhar e perder na quantidade).

7. Café usado, borra (confira alguns destinos para a borra de café aqui), ou o que sobrar na sua cafeteira elétrica ou recipiente onde foi coado com coador de pano ou qualquer outro método, jogue-o fora imediatamente. Nunca o reutilize, sequer misturando-o a um novo café fresco. Café reutilizado é o pior inimigo do sabor e da sua saúde.

8. As garrafas térmicas que forem utilizadas para armazenar seu café fresco, devem ser limpas com água corrente, e devem ser de uso exclusivo para o cafezinho. Se tiverem muito tempo de uso, verifique o estado de limpeza do refratário.

Prontinho! Acredito que com essas dicas básicas e rápidas, você conseguirá preparar seu cafezinho do dia usando qualquer método de sua preferência!

Bons cafés a todos!!! 


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Três Coroas e o segundo chá! Um Pö Cha!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Na semana passada, começamos a falar de chá com emoção, numa viagem bem especial para Três Coroas. E ainda não acabou! Continuar passeando pelo sul do país é garantir beleza para os olhos, calor para o coração... E surpresas incríveis!

Do nosso encantador “Platoo Café e Jardim”, partimos para o restaurante “Espaço Tibet”, para conhecer a culinária tibetana. 
Espaço Tibet

Fundado em 2011 por Ogyen Shak, um refugiado tibetano, inicialmente com o nome de “Tashiling”, o restaurante é mais que isso; é uma experiência completa.  Da história de vida do criador à decoração externa e interna, conhecer o espaço é, realmente, fazer uma viagem. Para que você tenha uma ideia do que estou falando, compartilho o texto de apresentação de Ogyen, disponível na página do restaurante e também na entrada do lugar:

Tibetano de nascimento, Ogyen Shak personifica um drama que assola seu país há mais de 60 anos: a ocupação da China comunista, iniciada em 1950. Aos 16 anos, encarou uma aventura que parecia possível apenas em filmes. Num grupo com trinta pessoas, atravessou o Himalaia a pé carregando dois irmãos menores. Seu objetivo? Fugir do Tibet em busca de liberdade. Ogyen Shak viu a morte de perto e quase foi colhido por ela. Ao cruzar a fronteira entre o Tibet e o Nepal, foi internado num hospital para refugiados onde permaneceu por um ano longe dos pais ou familiares. Lutou para se recuperar de uma gangrena que afetou suas mãos, braços, pés e pernas e acabou perdendo os dedos de um dos pés. Após sua recuperação, morou num campo de refugiados tibetanos em Dharamsala, na Índia, onde reencontrou os irmãos e precisou trabalhar para sustentá-los. Conseguiu reconstruir sua vida na Índia, exercendo sua especialidade: a arte sacra tibetana. Ajudou na pintura e ornamentação de templos de grandes mestres como S.S. Dalai Lama, Sakya Trinzin e Dzongsar Kyentse Rinpoche. Em 2006, seguindo os conselhos de seu mestre, veio ao Brasil para coordenar a pintura e a ornamentação de um templo de budismo tibetano em Cotia, interior de São Paulo. Quatro anos depois, conheceu sua futura esposa, a gaúcha Adriana Shak que, na época, era moradora do Khadro Ling, templo de budismo tibetano localizado em Três Coroas. Um restaurante parecia ser o cenário perfeito para iniciar a realização do seu maior sonho: divulgar e manter-se em contato com a cultura do seu amado país, terra esta onde um dia, ainda sonha poder retornar.

Ali, tudo conquista. O sorriso da recepção, o jardim incrivelmente bem cuidado, a carinha do Tibet impressa em casa detalhe. E quando a gente, ao sentar, recebe chá preto, com gengibre e limão, de boas vindas... É amor demais pro meu pobre coraçãozinho! 
 Ser recebida com chá é ter certeza de que o negócio vai ser bom!

Não conhecia a culinária tibetana e achei a comida deliciosa! Acatamos a sugestão do dia e nos jogamos no pernil de cordeiro temperado com cravo e anis. Eu, a louca das especiarias, nem me lembrei de que não comia carne de cordeiro (por puro preconceito)... E adorei!

De sobremesa, pedimos mousse de rosas com romã e cassis e a sobremesa do chef, cogumelos shimeji com chip de batata doce, sorvete de creme e ganache de chocolate. Combinações exóticas e incríveis! Mas sobre essas experiências culinárias eu tenho certeza de que serão melhores exploradas, em breve, por Rodrigo Caetano e Daniel Bitar.

A experiência mais incrível mesmo – se é que tem como escolher – chega agora. Louca para repetir a dose do chazinho, pedi o cardápio para checar as opções. E quase desmaiei! Encontrei o “Pö Cha”, um chá tipicamente tibetano, também chamado de chá de manteiga, que leva chá preto, manteiga de iaque (um bicho bem bonito, dá um Google!), água e sal em sua composição.

Nunca pensei que fosse encontrar essa mistura exótica fora do Tibete e ela estava ali, ao meu alcance... Isso é que é surpresa, minha gente! Tomei, curti cada minutinho, amei. É bem denso, salgadinho, diferente e maravilhoso. Sabores desconhecidos que me encantaram a cada gole! Suspiros, suspiros e mais suspiros... 
Meu Pö Cha, lindo e saboroso!

A combinação de novos sabores e – especialmente – um novo e surpreendente chá tornou o dia inesquecível. Foi tudo intenso e, ao mesmo tempo, suave, como os budistas bem sabem fazer. Na saída, ainda passamos na lojinha do restaurante, que tinha porcelanas lindas para o #momentomágico, além de incensos e objetos lindos, cheios de significado.

Se um dia for ao Rio Grande do Sul, não deixe de incluir essa paradinha maravilhosa no seu roteiro. Depois, quero que me conte qual foi a sua impressão, combinado?

Espaço Tibet, em Três Coroas/RS (http://espacotibet.com.br)
Rua Alagoas, 361, Bairro Águas Brancas -  Três Coroas/RS
Telefones: (51) 35465763 e 996783184.
Funcionamento: Quarta a sextas, de 11h45min às 15h; sábados, de 11h45 às 16h e de 20h às 23h; domingos e feriados, de 11h45min às 16h.

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Apareça por lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Que sejam sempre surpreendentes!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ALMANHAC // Branco ficou com a receita da farinha

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

A mandioca é mais que um ingrediente na culinária brasileira, é um elemento cultural. Uma das mais fortes heranças que recebemos dos índios. A farinha que se faz dela, então, nem se fala.

Durante o Brasil Colônia, farinha de mandioca era comida de escravos. Os brancos, porém, descobriram que podiam usá-la para conservar alimentos, daí a incluíram no farnel dos viajantes, misturando-a a outros alimentos. Não demorou para a farinha chegar também às mesas do senhorio. 
Hoje não dá para imaginar a gastronomia brasileira sem a farinha. Grossa, fina, amarela, d’água, de puba… Seu consumo resiste à modernização de costumes gastronômicos. É produzida e consumida, pura ou na farofa, em quase todo o país.

Por isso mesmo continua a ser produzida em larga escala, ainda que suas origens estejam ligadas a uma agricultura de subsistência. Mas, o curioso, é que ainda é fabricada, em grande parte, pelos mesmos métodos utilizados pelos índios.

Já pensou em feijoada sem farofa?
E isso implica envolvimento de muita gente, criando todo um processo de socialização. A raspagem das raízes, por exemplo, exige a participação de um grande número de pessoas. Vira, então, reunião de amigos.
E farofa de ovos? Quem é que não gosta?

Depois de descascada, a mandioca é triturada ou ralada, prensada, espremida para tirar a manipueira (como é chamado o líquido venenoso da raiz), enxugada, peneirada e torrada. Como se vê, dá um trabalho danado.

Embora existam casas de farinha no Brasil inteiro, a produção sobressai no Norte e no Nordeste. No Recôncavo Baiano, por exemplo, o produto até deu nome a uma cidade, Nazaré das Farinhas.

Fotos: do alto,  www.palmares.gov.br; do meio, Freepik; de baixo, Pixabay