quinta-feira, 12 de abril de 2018

CHAZEIRA // Arte em saquinhos usados de chá

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Há pouco tempo, deparei-me com uma pequena matéria da Revista Vida Simples, sobre a incrível arte de Ruby Silvious. Encantada, corri para seu site e redes sociais para babar de vez com tanta delicadeza.

A artista plástica e designer gráfica que vive em Nova Iorque faz, desde 2015, coisas incríveis usando os saquinhos como tela. Os trabalhos únicos, que já foram tema de exposições nos Estados Unidos, França, Japão e Itália, por exemplo, são vendidos em seu sítio eletrônico, e custam, em média, quatrocentos dólares, mais as taxas de importação. 
Foto: Ruby Silvious

Mas calma, não se aflija. Se você ainda não pode gastar tudo isso com uma obra original, pode se contentar admirando o trabalho a partir de livro publicado com as fotografias dos saquinhos. Na Amazon, é possível encontrar o livro “363 days of tea – a visual journal on used teabags”, que traz as imagens encantadoras e explicações sobre o processo de criação, em língua inglesa.  
Ta aí o link da Amazon, piscando pra você: https://www.amazon.com.br/363-Days-Tea-Ruby-Silvious/dp/1631777599

Outras séries incríveis já foram iniciadas pela artista e eu, do fundo do coração, espero que virem livro logo. São elas: “26 Days of Tea in France”, de 2017;  26 Days of Tea in Japan”, de 2016, e “52 Weeks of Tea”, também de 2016. É tudo tão lindo que eu, que sou adepta de chás de saquinho apenas em última hipótese, pensei em me fartar desses chazinhos... Se viessem com esses desenhos maravilhosos, claaaaaro! O instagram de Ruby também é um mar de beleza, dá uma olhada: é @silvirub.

Como você já sabe, estou em férias por algum tempo; por enquanto, vamos nos encontrando pelas redes sociais, @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade, certo?

Beijos e até breve!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

ALMANHAC // Liquidificador: como conseguiam viver sem ele?!

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Você consegue imaginar uma cozinha sem liquidifcador? Pois isso era completamente natural até o início do século 20. Alguém queria algo bem trituradinho, que se armasse de uma faca afiada e muuuita paciência. Ou então que esmagasse com a mãos.

A primeira coisa mais parecida com um liquidificador de quem se tem notícia só apareceu em 1904 — nas fontes que pesquisei há divergência quanto à invenção ser inglesa ou americana. Mesmo assim, o objeto tinha mais a finalidade de misturador.
Era uma máquina grande, com motor elétrico movido por correia de transmissão, usado em panificadoras e mercados. Só em 1910 surgiu um modelo doméstico, que, a bem da verdade, era mais adequado para misturar que para triturar.

Liquidificador mesmo, só em 1922. Invenção do polonês Stephen Poplawski, fabricada e comercializada em Chicaco, Estados Unidos. E não era para qualquer um. A maquininha era usada sobretudo em lanchonetes, no preparo de bebidas e vitaminas.

Aí começaram a aparecer professores Pardais de todo lado inventando e patenteando versões melhoradas do trambolho de Poplawski. Até aqui no Brasil Waldemar Clemente criou o seu e o chamou de “liquidificador”. 
Nome genérico, claro, porque o aparelho do senhor Waldemar foi batizado oficialmente de Walita Neutron. Sim, a época era 1944 e ele, ex-funcionário da General Electric, tinha criado a própria empresa de fabricação de utilidades domésticas, a Walita Ltda.

Hoje tem Arno, Philco, Oster, Britânia, KitchenAid, mas a Walita ainda está por cima. Um recente teste feito pelo site Guia do Eletro apontou os quatro liquidificadores mais potentes e um deles é o modelo RI2135, da Philco Walita.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

EU RECOMENDO // 3 lugares em Nova York: massa e negroni, asiático e speakeasy


Bruno Batistela (*)
Convidado especial do Gastronomix

Quando me mudei para Nova York, de "mala e cuia", trazia um lista com todos os restaurantes e bares que eu queria conhecer. Obviamente nunca zerei a lista e ela só aumenta de forma acelerada!

Agora, está separada por área, tipos de comida, custo benefício e assim vai... Lugares badalados e novidades não faltam. Sempre alguém dizer "você nunca foi lá?! Tem que ir !" Difícil escolher entre tantas possibilidades. Sugiro 3 lugares bem diferentes que gosto de frequentar.

1. I SODI 
Um pequeno restaurante italiano no miolo do Greenwich Village, com decoração bem despretensiosa e ar de restaurante old school. Além do cardápio com bons pratos italianos, o restaurante oferece uma carta de negronis! Não teve um prato que provei lá que não gostei. A Lasagne a Sugo e a Tagliata Con Rucola são boas pedidas

Você consegue fazer a reserva no próprio site. É um pouco disputado, faça com antecedência. 
105 Christopher St
Telefone: +1 212-414-5774

2. SSAM BAR MOMOFUKU 
Um dos 7 estabelecimentos da rede Momofuku em NY, Ssam Bar é uma ótima opção para quem não quer gastar um montante considerável de dinheiro e de tempo para jantar no Momofuku Ko - que, apesar da experiência incrível, a lista de espera pode chegar até 30 dias. 

O Ssam Bar oferece opções interessantes de comida asiática que mistura sabores e texturas. Se você for com amigos, minha sugestão é pedir diferentes tipos de pratos e todo mundo prova o prato do amiguinho! Ele fica no East Village, e o ambiente segue a mesma linha do bairro, descolado e mais informal. 
207 2nd Avenue at 13th Street
Telefone: + 1 212 254 3500

3. ANGEL'S SHARE 
Eu não sou um fã de speakeasy bar, mas esse vale a pena. Seguindo a tradição desse tipo de bar, ele fica em uma porta escondida dentro de um restaurante japonês chamado Villa Yokocho no East Village. O lugar é bem pequeno, escuro na medida e com um ar de biblioteca antiga.

Os drinks são ótimos e o atendimento é impecável. Caso você queira comer algo enquanto toma um drink, eles oferecem pequenas porções de comida japonesa do restaurante ao lado. Não vá em um grupo grande de pessoas. No máximo, quatro - o que já é bastante para esse tipo de lugar. Não há como fazer reserva e você pode esperar bastante.

Sempre peço os clássicos (que não estão no cardápio), mas tem um drink que vale a pedido se você gosta de bourbon: Smoke get your eyes.
105 Christopher Street
Telefone: +1 212 414 5774
(*) Bruno Batistela é arquiteto da Kwartet (http://kwartet.com.br/), mora em Nova York e gosta de camisas florais.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

CHAZEIRA // Chá combina com... Música!

Eloína Telho
Colunista de Chá de Gastronomix

Quando a gente monta a mesa do #momentomágico, com tudo o que tem direito, chá de primeira, louça linda, flores no vaso, a gente nem pensa que pode ser melhor, né? Ou pensa! Arrematar esses encontros conosco ou com gente querida com música dá um tom ainda mais especial ao momento. Como os japoneses costumam dizer: “um momento, um encontro”; então façamos com que seja único e inesquecível!

No Spotify, tenho algumas playlists que adooooooro ouvir enquanto me preparo para ser absorvida pelo chá! Sou fã de uma que se chama “Listinha Chá”, do Ernesto Cafés Especiais, com músicas selecionadas com o coração por Giordano. A atriz Alice Wengmann também fez escolhas bem interessantes em sua playlist “Chá de Camomila”. E foi então que, em uma tarde de domingo, inspirada por uma xícara de Darjeeling resolvi criar uma bem especial, para compartilhar com você. Nasceu, no Spotify, a lista “Chá da Elô”.

Se a inspiração veio do chá, é claro que todas as músicas tinham que ter, de alguma forma, relação com o tema.  Pincei, com bastante carinho, músicas que tenham a palavra “chá” no título ou na letra e a combinação ficou interessantíssima. São 64 (sessenta e quatro músicas) de gente super conhecida, como Ella Fitzgerald e Paul McCartney, até bandas que descobri no momento, como Tearliner e The Kinks. Foi super divertido procurar e pensar nessa listinha e, por isso, não poderia deixar de dividir com os leitores Gastronomix!

É bem fácil de me achar por lá. Estou com “Eloína Telho” e a foto, claro, traz uma cidadã com xícara em punho, rs! A listinha, como já disse, se chama “Chá da Elô”. Se você tiver alguma sugestão para a gente acrescentar, vamos lá. 
Como você já sabe, estou em férias por algum tempo; por enquanto, vamos nos encontrando pelas redes sociais, @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade, certo?

Beijos e até breve!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

ALMANHAC // Bricilet, o biscoitinho das freiras de Olinda

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Tem aquela história: quando alguém quer insinuar que uma comida é muito rara, uma iguaria, brinca dizendo que ela foi feita por freiras descalças e cegas de um mosteiro lá não sei de onde.

A brincadeira tem razão de ser. Dos conventos, já saíram muitas delícias, isso porque as freiras habitualmente tinham (e algumas ainda têm) uma rotina dividida entre a oração e a produção de comidas que elas vendiam para manter a sua instituição. 
O melhor exemplo são os doces conventuais portugueses, um verdadeiro tesouro cultural e culinário daquele país. É uma extensa lista de receitas. A maioria com açúcar e gema, mas quem pensa em colesterol ou glicose diante daquelas delícias?

Cada região tem os seus. Barrigas-de-Freira e fidalguinhos do Minho, pescoços de freira e amarantinos do litoral do Douro, pitos de Santa Luzia e toucinho do céu, de Trás-os-Montes e Alto Douro, fatias reais do Alentejo…
Certamente, se formos pesquisar, haveremos de encontrar em países dos cinco continentes comidinhas tradicionais saídas de algum convento ou mosteiro. O bricelet é um desses casos.
Trata-se de um um delicado biscoitinho, fino como uma hóstia, que é tradição entre as monjas beneditinas. Ele é produzido em mosteiros dessa irmandade em várias partes do mundo, seguindo uma receita que tem sido copiada mas nunca igualada.

No Brasil, mais precisamente em Olinda (PE), há mais de 50 anos as freiras do Mosteiro Nossa Senhora do Monte vendem o bricelet na lojinha da instituição, junto com licores e outros quitutes produzidos por ela.
Embora o biscoito também possa ser encontrado em outros mosteiros, como o de Nossa Senhora da Glória, em Uberaba (MG), em Pernambuco ele virou uma tradição local. É usado, inclusive, em sobremesas servidas em vários restaurantes de Recife.

Em Brasília, a “sobremesa das freiras” chegou por estes dias, no cardápio do Tio Armênio. Ela é feita com uma camada de sorvete de creme, um bricelet, outra camada de sorvete, outro biscoitinho, e calda de chocolate por cima. Dos deuses…

terça-feira, 3 de abril de 2018

GRÃO DO DIA // 3 melhores cafés em Pinheiros

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Você é um apaixonado pelo bairro de Pinheiros, em São Paulo, assim como nós? Vem com a gente conhecer as cafeterias preferidas da capital paulistana!

A região de Pinheiros em São Paulo é conhecida por ter excelentes opções em gastronomia. E claro, como não poderia faltar, excelentes cafés especiais em cafeterias cheias de estilo e descoladas! Cada uma a seu modo, mostrando diferencial e atraindo públicos de todos os gostos.

Assim, fizemos uma seleção 3 melhores cafés por nossa amada região de Pinheiros e que se destacam por seus ambientes descolados, aconchegantes e criativos, e claro, com cafés super especiais. Confira e aproveite!

1. Cafelito - Coworking, Ioga e Massagem
Cafelito é um charme só, e faz parte de um complexo com salas de coworking, Livraria da Vila, academia de ioga e meditação, salas de massagem, e aulas de idiomas. Bom demais, né?! Tem também um espaço com lanchinhos em potes no estilo 'To go', mas que você também pode consumir no espaço da cafeteria.

Eles possuem uma carta de cafés especiais e regionais do Brasil. De regiões como Sul de Minas, do Espírito Santo, da Bahia e até mesmo de São Paulo! Para todos eles, você escolhe seu método de preparo favorito, podendo ser do tipo espresso (meu preferido), coado com o Hario v60, aeropress (meu segundo preferido) ou na french press! Aí fica à gosto do freguês!

Além dos cafés especiais, tem também opções de chás orgânicos, bebidas com café e alguns deliciosos acompanhamentos, como pães de queijo e bolos variados. Ah, e você também tem a opção de lojinha para levar seu grão especial para casa!

A gente AMA o Cafelito!

Rua Francisco Leitão, 266 - Pinheiros, São Paulo - SP.
Facebook Cafelito

2. Sofá Café - Aconchegante e cheio de estilo
Uma charmosa opção de cafeteria em Pinheiros, o Sofá Café, café moderninho de dois andares com móveis variados e ambiente colorido. Próxima do agito da movimentada Av. Brigadeiro Faria Lima, o Sofá, do proprietário Diego Gonzales, é um oásis de calmaria com sofás confortáveis. No andar de cima há uma arejada sala ótima para reuniões informais.

A rede já conta com 4 filiais abertas no Brasil, e uma outra na cidade americana de Boston. O sucesso é grande e a marca e nome só crescem, para nossa alegria.

Para comer? Além da grande variedade de bebidas com café e sanduíches, o menu possui opções light, como iogurte com granola e mel, ou a vitamina de café – um smoothie de café da manhã com banana, iogurte, mel, canela e café.

Lembrando que o Sofá Café é parada para HH, almoços e lanches da tarde.

O ambiente é bem acolhedor, criativo e despojado! Cheio de estilo!
Sem dúvidas, cresceu e virou uma rede de respeito.

Rua Bianchi Bertoldi, 130 - Pinheiros, São Paulo - SP.
Site Sofá Café - Facebook Sofá Café 

3. The Little Coffee Shop - 1,80m2
Que tal um balcãozinho simpático camuflado entre duas lojas maiores para tomar um café ou mesmo levar pedir o seu cafezinho 'para viagem'?! Então, você precisa conhecer o The Little Coffee Shop situado na calçada da rua Lisboa esquina com a rua Artur de Azevedo, no bairro de Pinheiros em São Paulo.

O espaço é pequeninho, super minimalista e com uma pegada prática, simpática e necessária para sua dose de café de diária nos dias de hoje - para quem está com pressa, e para quem não está.

Uma curiosidade: o The Little Coffee Shop possui 1,80 m2 de tamanho, sendo assim a menor cafeteria do mundo! E que fica aqui mesmo em São Paulo!

O lugar é uma delícia... e o espresso, Hmmmm, saboroso e aromático! Você paga um preço bem justo pelo café e leva junto a qualidade do serviço que é garantido pela proprietária do local Flávia Pogliani. Fiquei com o espresso duplo e, para acompanhar, o delicioso salame de chocolate.

Ah, e o copinho de espresso é de papel biodegradável. Demais, né?!

E além do tradicional espresso, o Little Coffee Shop também serve cappuccinos, macchiatos, pingados e o chamado babyccino, que é uma versão do cappuccino feito para crianças, que leva leite cremoso e confeitos decorativos por cima.

Rua Lisboa, 357A - Pinheiros, São Paulo - SP.
Site The Little Coffee Shop
 - Facebook The Little Coffee Shop

E aí, gostaram das dicas na região de Pinheiros? Já conheciam? 
Comenta aqui com a gente e com os demais coffee lovers sua experiência! ;)
Visitem e não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

EU RECOMENDO // Massas e hotel inesquecíveis na Toscana

Mariana Godoy (*) 
Convidada especial do Gastronomix

Antes de tudo, quero dizer que eu detesto macarrão. Eu não gosto de macarrão. Pode chamar de pasta, do que quiser. Não curto farinha e água virando um negócio para comer. Nem ligo muito pra pão. Não tenho nada de italiano na minha família. E dito isso, vou contar para vocês o MELHOR macarrão que já comi na minha vida.

Eu estava com meu marido na Itália. Nós nos casamos em Roma e começamos a subir de carro até a Suíça. Nesse caminho, passamos pelo norte da Itália parando em várias cidadezinhas.

Quando estávamos em Florença, pedimos para uma pessoa para nos indicar um bom restaurante. E a gente estava quase saindo da cidade. Aí, pensei: Imagina, se a gente vai encontrar um bom restaurante fora da cidade.

O rapaz nos indicou e falou para a gente não desistir. Que a gente ia subir um morro , ia andar, andar, andar e, quando encontrasse uma igrejinha, era para virar à esquerda. O lugar chamava I Ricci. É um lugar meio pousada, meio hotel – super caseiro e antigo. Tinha uma varanda incrível e ficava no alto do morro.

Como não gosto de macarrão. Resolvi pedir qualquer coisa. Quando a comida chegou, eu comi uns 4 pratos e não comi mais, porque não aguentava mais comer. A massa era perfeita e era gostosa sem nenhum molho. Eu comi uma massa ao limone. Depois, uma à bolonhesa. Depois, pedi uma massa à Alfredo. E depois, uma pasta recheada com alcachofra. Tudo perfeito. Eu nunca comi nada igual antes.

Uma massa daquelas com uma vista maravilhosa, com o verde da Toscana. Foi incrível, tudo feito ali mesmo com os ingredientes locais”

I Ricci

(*) Mariana Godoy é jornalista e apresentadora. Atualmente, trabalha na Rede TV.